eu me amo, mas às vezes me deixo tão triste.
“Mas eu sou um homem egoísta. Eu quis você desde o momento que você entrou em meu escritório. Você é requintada, honesta, quente, forte, inteligente, sedutoramente inocente; a lista é interminável. Eu tenho respeito por você. Eu quero você, e o pensamento de alguém tê-la é como uma faca cravada em minha alma negra.”
— 50 tons mais escuros
“Eu só… não aguento. Não aguento. Não aguento. E eu poderia repetir isso mais cinco mil vezes. Eu só não sou suficiente, nem capaz. Nem sou a pessoa que eu esperava ser. Sou completamente e ridiculamente medíocre e incapaz. Eu queria ser astronauta com seis anos, depois, bombeira aos dez, médica aos trezes… hoje eu só queria ser alguém. Um alguém nem muito grande, nem muito pequeno. Só queria ser, sabe. Mas nem isso eu consigo fazer. Nem seguir meu próprio caminho eu consigo. Parece que eu vejo tudo de cima, sabe? Não é minha vida, não sou eu que vivo, é apenas um filme, eu sou apenas a espectadora que se decepciona com o filme que está vendo. E o que eu vejo? Uma mocinha fraca, covarde e sem nenhum tipo de perspectiva. Eu vejo alguém desmotivado e sem esperança nenhuma. Eu queria gritar pra ela tentar levantar a cabeça, mas a voz não sai. Eu entro em desespero e tento fazer ela pelo menos procurar alguma saída, aquela tal de luz-no-fim-do-túnel. Mas ela insiste em ficar parada, olhando pra escuridão, desistindo mesmo sem tentar. Que tipo de mocinha é essa? Que tipo de pessoa é essa, me diz? Que tipo de pessoa eu sou?”
“Eu te zoava pela risada que parecia uma tosse e agora me pego, sem querer, rindo igual à você. Comecei também a falar essas tuas gírias bestonas sem perceber, estalar os dedos constantemente, escutar tuas músicas estranhas e perceber o som que o contrabaixo faz, como você me ensinou. Me vi pegando todas as suas manias e notei que tem tanto de você aqui, que nem chego mais a ser eu mesma, sou um pouco de você, um pouco de nós, um pouco de tudo que nos cerca.”